Adorado por uns e odiado por outros, o figo é das frutas mais abundantes do fim do Verão e início do Outono. É típico da região do mediterrâneo e característico dos verões mais quentes e secos. Pode ser consumido na forma fresca ou seca.
Relativamente à informação nutricional, de realçar as quantidades generosas de fibra e potássio. Se o figo for seco, as principais diferenças para além, claro, do menor teor em água é um menor conteúdo em magnésio e um aporte maior a nível de cálcio.
No que diz respeito à quantidade calórica, o figo é das frutas com maior densidade energética, significa isto que é extremamente rico em açúcar (100g de figos têm 16,3g de açúcar) e que, por isso, deve ser consumido com bastante moderação, principalmente para os diabéticos.
Se passarmos para a versão seca, a densidade energética aumenta drasticamente, passamos a ter cerca de três vezes mais calorias e o açúcar aumenta de 16,3g para 58,3g.
Posto isto, analisando as vantagens a nível nutricional podemos concluir que o figo pode ter algumas vantagens no controlo da tensão arterial ou da gota pelo seu elevado teor em potássio. Contudo, devido ao valor distinto deste mineral tem que se ter especial atenção às pessoas que sofrem de insuficiência renal.
Para indivíduos que sofrem de obstipação esta fruta pode ser uma excelente aliada dos intestinos, uma vez que favorece o trânsito intestinal, devido à quantidade de fibra que possui. Outra vantagem deste teor em fibra é dificultar a absorção de colesterol e promover a saciedade.
Se gosta de figos aproveite esta altura para os consumir mas com conta, peso e medida, se não pretende disparar os valores da sua glicémia (para equivaler a uma porção de fruta são cerca de 2 figos pequenos).